Posts Tagged ‘contraponto’

Esperança

31/07/2009

A reviravolta no caso Sarney, onde o presidente Lula mostra-se agora um defensor menos ardoroso do senador “maranhense” do Amapá, é um sinal de esperança no desenrolar da CPI da Petrobras. Segundo noticiou o jornal O Estado de São Paulo, essa mudança de comportamento do presidente do país se deve unicamente à revelação, por pesquisas encomendadas pelo planalto, do desgaste perante a opinião pública da figura do presidente, incluindo ai o de sua ministra-candidata Dilma Roussef.

Mais uma vez, constatamos a força da opinião pública mudando a história da política real. Sabemos que Lula é altamente sensível a qualquer mudança de patamar de sua popularidade, a segunda maior já conquistada por um presidente no Brasil. No caso específico de Lula, é até uma obsessão, dado que ao menor indício de perda de popularidade – o que é até normal em finais de mandato – faz o presidente se esquecer de condutas responsáveis em questões de gestão pública e parta, sem pestanejar, para medidas populistas custe o que custar.

Mas, deixando essa paranóia presidencial de lado e olhando para o fato pura e simplesmente, o lado bom dessa história é justamente a mudança de atitude por parte dos políticos diante de uma massa descontente e amplificada pela imprensa.

Quando postei um texto saudando a instalação efetiva da CPI da Petrobras, alguns me criticaram pelo teor demasiadamente otimista do título do post. Claro que naquele momento, e ainda agora, tenho a exata noção da dificuldade que será investigar qualquer coisa dentro de uma comissão tão desequilibrada pró-governo. São nove senadores governistas contra apenas três oposicionistas, e ainda temos senadores sem voto, suplentes que chegaram à Brasília por pura deficiência do nosso sistema eleitoral que permite tamanho atraso.

Porém, pegando carona no atual “momento Lula”, que começa a dar sinais que deixará seu neo-aliado Sarney queimar na fogueira das denúncias comprovadas sem um apoio tão descarado, podemos imaginar que, com os holofotes da imprensa acesos e focados no andamento da CPI, o desequilíbrio de forças ali possa amainar.

Nunca é demais lembrar como a CPI do mensalão mudou rapidamente de rumo e produziu um documento que acabou em denúncia contra quarenta mensaleiros e derrubou, na cassação e depois nas urnas, um bom tanto de parlamentares.

Enfim, CPIs, mesmo tão desgastadas com a imagem da pizza assando no forno, quase sempre produzem algum efeito prático. Temos algumas para lembrar: A dos anões do orçamento, que terminou com seis parlamentares cassados e quatro que preferiram renunciar para fugir da punição e da inelegibilidade; A do PC Farias, que terminou com o impeachment de Fernando Collor e até a atual da pedofilia, que produziu leis mais severas para o caso.

Sei que o resultado de todas elas sempre é menor do que gostaríamos, pois o jogo político atua com força e o espírito de corpo fala alto. Mas é mais do que muito político apreciaria, Lula inclusive.

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Por medo da CPI, Lula mantém apoio a Sarney

27/07/2009

Folha de São Paulo (27/07/09)

VALDO CRUZ
MARIA CLARA CABRAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Apesar de avaliar que a situação do senador José Sarney (PMDB-AP) ficou mais delicada nos últimos dias, o presidente Lula não pretende abandoná-lo por temer perder o apoio dos peemedebistas na CPI da Petrobras.
Lula, contudo, deve reduzir as manifestações públicas em defesa de Sarney e atuar mais nos bastidores a partir de agora. Segundo um assessor presidencial, seu chefe não quer dar motivos para que o PMDB no Senado tenha uma posição hostil aos interesses do governo.

 
O presidente comentou com um aliado que não deseja enfrentar, na reta final do governo, uma nova CPI no estilo da que investigou o mensalão, sobre a qual perdeu o controle e que levou assessores a recomendar que ele desistisse da reeleição.

 
Na avaliação de Lula, se abandonar Sarney, o PMDB pode se aliar a tucanos e democratas e minar a candidatura de Dilma Rousseff -a ministra da Casa Civil preside o conselho de administração da estatal.

 
Dentro do governo, porém, a avaliação é que a crise ficou mais complicada após as revelações da última semana e talvez nem mesmo o aval de Lula seja suficiente para segurá-lo no cargo. Na semana passada, mesmo depois de o jornal “O Estado de S. Paulo” divulgar gravações em que Sarney trata de nomeação de um namorado de sua neta para cargo no Senado, Lula ligou para ele reafirmando seu apoio.

 
No sábado, a Folha revelou que, a mando da Justiça, a Receita realiza uma devassa em negócios da família Sarney. Auditores detectaram elementos que configuram crimes contra a ordem tributária, como envio ilegal de recursos ao exterior e lavagem de dinheiro. Sarney continua dizendo que não irá renunciar. Amigos não descartam a possibilidade de ele pedir licença, a depender do estado de saúde de sua mulher, Marly.

 
Nesta semana, apesar do recesso parlamentar, senadores da oposição prometem se articular pela saída de Sarney. Além de referendar os processos já protocolados no Conselho de Ética, a oposição quer reunir novas denúncias para avaliar se ingressa com mais uma representação.

 

 

Dois milhões em bufunfa viva até hoje sem dono

Dois milhões em bufunfa viva até hoje sem dono

DOSSIÊ DOS ALOPRADOS: EX-SEGURANÇA DO PRESIDENTE LULA É FUNCIONÁRIO TERCEIRIZADO DA PETROBRAS

Em junho, a Folha revelou que um dos contratados pela Protemp é o petista José Carlos Espinoza, ex-segurança do presidente Lula implicado no caso do dossiê dos “aloprados”, nas eleições de 2006. Espinoza é terceirizado e trabalha desde abril de 2007 na sede da Petrobras em São Paulo, no setor de Comunicação Institucional.

Petrobras, PAC e os aditivos bilionários

26/07/2009

cpi petrobras

Petrobrás é campeã em rever custos

Dez empreendimentos da estatal tiveram elevação no valor dos investimentos, um acréscimo de R$ 4,7 bilhões

Renée Pereira – Jornal O Estado de São Paulo – 26/07/09

Os empreendimentos da Petrobrás são campeões na lista das maiores revisões de custos entre os demais projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No total, 10 obras da empresa apresentaram elevação no valor dos investimentos, que representa acréscimo de R$ 4,7 bilhões (sem considerar a Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, cujo aumento foi de R$ 15,57 bilhões).

As alterações bilionárias chamaram a atenção do Tribunal de Contas da União (TCU), que não tem dado folga para a estatal. A investigação de dois empreendimentos já se tornaram públicas: Refinaria Abreu Lima e Comperj, cujos investimentos somam R$ 42 bilhões, segundo o balanço do PAC.

Em nota, a Petrobrás listou uma série de fatores para explicar os aumentos nos custos. Além do impacto da variação cambial, há questões relacionadas a aumento de serviços por causa de descobertas feitas durante as escavações, como rochas de difícil perfuração, que exigem maior esforço dos construtores. Outra justificativa foi “o aquecimento do mercado de petróleo e gás nos últimos anos, que provocou a alta da cotação do óleo, elevação de preço de insumos, como o aço, e limitação de equipamentos disponíveis no mercado”.

Essa foi a explicação da estatal para o aumento de R$ 920 milhões no investimento na plataforma P-53 (Campo de Marlin Leste). No caso do Comperj, que está sendo investigada pelo TCU, a empresa afirma que ainda está em fase de licitação para construção das unidades. Apesar disso, já houve aumento de R$ 500 milhões no custo do projeto.

O setor de logística foi o segundo a registrar maiores aumentos no custo dos projetos. O maior deles foi verificado na construção da via de acesso perimetral da margem direita do Porto de Santos. O volume de investimentos subiu de R$ 55 milhões para R$ 107 milhões, aumento de 94%.

Para um empresário, que pediu para não ser identificado na reportagem, os grandes reajustes de preços nas obras do PAC são sinais de que o programa foi feito de afogadilho. No caso da perimetral, a Companhia Docas de Santos (Codesp) afirmou que a obra foi licitada há cinco anos e, portanto, tem o efeito dos reajustes no valor dos serviços. Além disso, destaca que foram encontrados sítios arqueológicos, que exigiram a elaboração de programas especiais. O mesmo ocorreu por se tratar de uma “obra executada no entorno de bens tombados pelo patrimônio histórico”. Outra justificativa foi a inclusão de novas obras no projeto.

Na avaliação do professor da Fundação Dom Cabral Paulo Resende, essas variações nos investimentos, embora muito acima do razoável, são reflexos de um outro problema do PAC: a lentidão na execução das obras. “Quanto mais demorado for o processo entre a licitação e a execução dos projetos, mais cara será a obra. O tempo vai passando e as propostas iniciais não se sustentam, especialmente num cenário de alta de preços.”

Um exemplo da lentidão do País em tirar seus projetos do papel é a Eclusa de Tucuruí, que está em construção há 28 anos. Só no período entre 2007 e 2009 (desde que entrou no PAC) o valor da obra subiu 48%, de R$ 548 milhões para R$ 815 milhões. Como nos demais casos, as explicações se repetem. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), nesse período foram identificados serviços adicionais, imprevistos geológicos, adequação de equipamentos e desapropriações.

 

Meu comentário: Na iniciativa privada de fato, essa turma já tinha levado bilhete azul.

CPI instalada, viva a democracia!

14/07/2009

Hoje, terça-feira, 14 de julho, finalmente foram iniciados os trabalhos da CPI da Petrobras no Senado. Após tantas manobras e protelamentos por parte dos senadores que apóiam o governo Lula, e da pressão forte que o planalto exerceu contra as investigações, teremos agora a possibilidade de acompanhar, via TV Senado, quem são os políticos que honram com seus votos recebidos da população.

A CPI, que tem maioria folgada de governistas, contrariou uma tradição da casa ao escolher relator também governista, após ter eleito chapa de presidente e vice. Mas isso não significará muita coisa se cada cidadão exercer seu direito de pressão e exigir isenção e patriotismo na condução dos trabalhos. Teremos que estar atentos e fazendo barulho, para não permitir que tudo termine em forma redonda, coberta de molho de tomate.

A próxima reunião da comissão será logo após o recesso de julho, no dia 06 de agosto às 10hs.

Abaixo, o nome dos senadores que compõem a CPI:

[G] Presidente da comissão: João Pedro (PT-AM)

[G] Vice-Presidente: Marcelo Crivela (PRB/RJ)

[G] Relator: Romero Jucá (PMDB-RR) – líder do governo no Senado

[O] Autor do requerimento: Álvaro Dias (PSDB-PR)

Demais membros:
[O] Sérgio Guerra (PSDB-PE) – presidente nacional do PSDB
[G] Ideli Salvati (PT-SC) – líder do governo no congresso
[G] Gim Argelo (PTB-DF) – vice-líder do governo no Senado
[G] Paulo Duque (PMDB-RJ)
[G] Jefferson Praia (PDT-AM)
[G] Valdir Raupp (PMDB-RO)
[O] Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA)
[G] = Governistas                                  [O] = Oposição

 

O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) finalmente caiu do berço esplêndido e colocou no ar um blog para repassar notícias e informações sobre a CPI. Segue o link:  PETROBRAS BLOG DA CPI

 

         Assista aqui Vídeo Clip da abertura da CPI no YouTube:

Petrobras e Sarney, tudo a ver

09/07/2009

Petrobras sarney CE

Clipping do portal IG – Último Segundo

SÃO PAULO – A Fundação José Sarney – entidade privada instituída pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para manter um museu com o acervo do período em que foi presidente da República – desviou para empresas fantasmas e outras da família do próprio senador dinheiro da Petrobras repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel. As informações são do jornal “O Estado de São Paulo”.

Do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto. Uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais sobre o projeto fictício.
 
 
 
A verba foi transferida em 2005, após ato solene com a participação de Sarney e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. A Petrobras repassou o dinheiro à Fundação Sarney pela Lei Rouanet, que garante incentivos fiscais às empresas que aceitam investir em projetos culturais. Mas esse caso foi uma exceção. Apenas 20% dos projetos aprovados conseguem captar recursos.
O projeto de Sarney foi aprovado pelo Ministério da Cultura em 2005 e está em fase de prestação de contas na pasta. Antes da aprovação, o próprio Sarney chegou a enviar um bilhete ao então secretário executivo e hoje ministro da pasta, Juca Ferreira, pedindo para apressar a tramitação. Em 14 de dezembro, o ministério comunicou que o projeto estava aprovado e, no dia seguinte, a Petrobras anunciou a liberação do dinheiro. Procurada pelo jornal, a Petrobras informou que a fundação foi incluída no programa de patrocínio como “convidada” e por isso não teve de passar pelo processo de seleção.
O objetivo do patrocínio, que a fundação recebeu sem participar de concorrência pública, que a estatal faz para selecionar projetos, era digitalizar os documentos do museu. “Processamento técnico e automação do acervo bibliográfico”, como diz um relatório de contas.
Pela proposta original, que previa o cumprimento das metas até abril de 2007, computadores seriam instalados nos corredores do museu, sediado num convento centenário no centro histórico de São Luís, para que os visitantes pudessem consultar online documentos como despachos assinados por Sarney na época em que ocupava o Palácio do Planalto. Até esta quarta-feira, não havia um único computador à disposição dos visitantes.

Nos últimos dias, o Estado analisou notas fiscais e percorreu os endereços das empresas que a fundação afirma ter contratado para prestar serviços ao projeto. Na relação de despesas, foram anexados até recibos da própria entidade para justificar o saque de R$ 145 mil da conta aberta para movimentar o dinheiro do patrocínio.

Recibo

Em recibo de 23 de março de 2006, em papel timbrado da fundação, Raimunda Santos Oliveira declara ter recebido R$ 35 mil por “serviços prestados de elaboração do projeto de preservação e recuperação do acervo” do museu. Procurada ontem pela reportagem, ela disse que já trabalhou na fundação, mas nos anos 90. “Eu trabalhei lá de 1990 a 1995”, disse. Sobre o recibo, não quis comentar: “Não sei do que você está falando.”

 

 

 
 
A lista de empresas que emitiram as notas revela atuação entre amigos no esforço para justificar o uso do dinheiro. Uma delas, a Ação Livros e Eventos, tinha como sócia até pouco tempo atrás a mulher de Antônio Carlos Lima, o “Pipoca”, ex-secretário de Comunicação da governadora Roseana Sarney (PMDB) e atual assessor do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, aliado da família.
Das 34 notas fiscais emitidas pela Ação, que somam R$ 70 mil, 30 são sequenciais – é como se a firma tivesse apenas a Fundação José Sarney como cliente. Mais: uma das sócias, Alci Maria Lima, que assina recibos anexados à prestação de contas, nem sabe dizer que tipo de serviço a empresa prestou. “Eu assinei o recibo, mas não sei o que foi que a empresa fez, não.”
“Pipoca” é irmão de Félix Alberto Lima, dono de outra empresa, a Clara Comunicação, que teria prestado serviços ao projeto da fundação. As notas da Clara totalizam R$ 103 mil.
Ao jornal, Félix Lima disse num primeiro momento que prestou serviços de divulgação das atividades da fundação. Ele não soube explicar a relação disso com o projeto patrocinado pela Petrobras. “Não sei de projeto, me chamaram para fazer esse trabalho e cumpri isso profissionalmente”, disse. Mais tarde, em outro telefonema, tentou retificar o que dissera: afirmou que a Clara foi contratada para divulgar o projeto.

Outra empresa cujas notas foram anexadas na prestação de contas, o Centro de Excelência Humana Shalom, não existe nos endereços declarados à Receita Federal. Por “serviços de consultoria”, teria recebido R$ 72 mil da Fundação José Sarney. À época, a Shalom tinha como “sede” a casa da professora Joila Moraes, em bairro de classe média de São Luís. “A empresa é de um amigo meu, mas nunca funcionou aqui. Eu só emprestei o endereço”, disse Joila. Ela é irmã de Jomar Moraes, integrante do Conselho Curador da Fundação José Sarney e amigo do senador.  * Com Agência Estado

Ver matéria completa clicando aqui.

 

 

De cara nova e alma velha

08/07/2009
blog da petrobras: O antigo e o novo

blog da petrobras: O antigo e o novo

A Petrobras finalmente profissionalizou seu blog, colocando-o em domínio próprio, registrado no Brasil. O novo endereço (www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/) é oficialmente responsabilidade da Petróleo Brasileiro S/A e pode ser consultado na página do CGI-Br. O endereço anterior, bem, aquele poderia virar propriedade até do Francenildo.

Eu não sou contra o uso de ferramentas abertas, como o WordPress, para fins corporativos, mas o domínio tem que ter um dono transparente, cristalino, ainda mais se tratando de empresa de economia mista, alvo de investigações sobre aparelhamento de partidos e grupos políticos.

Esse assunto foi tratado aqui em alguns posts, porém de maneira superficial. O mais importante, talvez, seria lembrar que o blog da Petrobras estava totalmente aparelhado por comentaristas partidários do atual governo, e quem postasse comentários discordantes desses estava sendo sistematicamente censurado. Isso levantou dúvidas se a empresa realmente tinha total conhecimento sobre o que se praticava no blog, e se teria, caso precisasse, condições de futuramente levantar todos esses dados em arquivo para averiguar possíveis falhas de procedimento, inclusive com punições.

Estando o blog fora do país, a busca desses dados, caso não houvesse back-ups em território nacional, obedeceria a critérios de terceiros, tendo ainda a dificuldade adicional de acatar legislação diferente da brasileira. Não me refiro ao conteúdo público, pois esse está a um clique de ser copiado e verificado, mas dos dados gerais que um website armazena a cada visita de um internauta. Ips, nomes, e-mails, URLs, além de todo o conteúdo rejeitado é material gerado e arquivado em algum lugar. Do jeito que estava, abriria até a possibilidade de alegar que o blog estava em nome do João, e que o João, hã… hum… sumiu com os dados! Hehehehe.

Agora, com o blog utilizando domínio próprio e brasileiro, ao menos temos o nome Petrobras oficialmente responsabilizado pelo conteúdo do mesmo. Espero que exista também uma política bem clara sobre o armazenamento de todos os dados ali gerados. A maneira correta, no meu entendimento, de fazer algo do gênero.

Enfim, disso tudo tiramos algumas conclusões: Como mudaram, é sinal que as broncas da blogosfera surtiram efeito. Como precisaram mudar, e em tão pouco tempo, é sinal que foi feito às pressas, sem planejamento. Vamos continuar questionando, entretanto, a censura que parece ainda vigorar por aquelas bandas.

Enquanto isso, em um prédio lá no RJ…

27/06/2009
DBA - Departamento de Blogs e Afins

DBA - Departamento de Blogs e Afins

Perguntar não ofende

25/06/2009

Só por curiosidade: Tem algum parente do Sarney enfiado aí na Petrobras também?

Orkumate = Orkut + tomate

25/06/2009

Para não dizerem que critico apenas o blog da Petrobras, mostro aqui que sim, a imprensa também erra. O célebre caso do boimate sempre dá suas caras hehehe.

Esta semana o jornal Folha de São Paulo cometeu uma enorme barriga* em reportagem assinada pelos jornalistas Talita Bedinelli e Fábio Takahashi no caderno “cotidiano”, espaço de notícias locais da cidade de São Paulo.

Laura Capriglioni comandou seus pupilos em reportagem sobre a greve dos funcionários da USP – Universidade de São Paulo – baseada, entre outras fontes, em pesquisas feita no site de relacionametos Orkut.

Para quem não conhece, o Orkut é um site majoritariamente freqüentado por jovens e adolescentes, que utilizando pseudônimos, criam milhares de comunidades chamadas “bogus” – simples brincadeiras e molecagens.

A Folha pegou uma dessas comunidades “bogus” e levou a sério seu conteúdo, entrevistando inclusive um perfil “fake” (falso), sem sobrenome,  usando-o como fonte. Colocou isso na sua reportagem, cometendo a barriga do ano da imprensa paulista.

Esse caso caiu como uma luva para que eu pudesse demonstrar aqui que quando a imprensa comete seus erros, tem sim que ser exposta, para que essa exposição a envergonhe a fim de torna-la mais apurada, de qualidade, responsável. Isso não significa querer o fim da imprensa livre, assim como criticar a postura da Petrobras em seu blog não significa querer o seu fim.

Nunca nesse espaço censurei o direito da Petrobras – ou qualquer outra empresa, instituição ou pessoa – se expressar na internet. O que tenho feito é apenas chamar a atenção as artimanhas, erros e interesses por trás dessas iniciativas.

Quando iniciativas bem intencionadas e feitas com excelência, só temos a comemorar e incentivar. Se manipuladas ou pouco transparentes, é dever de todo internauta questionar e criticar, seja o lado que for da moeda.

 

*barriga no meio jornalístico quer dizer publicar um fato falso, mas sem intenção de enganar o leitor. Uma mancada, informação errada.

Informação Seletiva

24/06/2009
Renata LoPrete

Renata LoPrete

 

O print screen acima é do Blog da Petrobras oficial.

Ali, eles rebatem uma notinha da coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, assinada pela jornalista Renata Loprete.

O blog faz referência a uma suposta “seletividade” na memória da jornalista, insinuando que ela não checou dados passados para emitir opinião.

Bom, ali é uma coluna de notas curtas, não de matérias completas. São pílulas de informação. Mas é direito certo e líquido a Petrobras se pronunciar e criticar caso a empresa se sinta prejudicada, sem dúvida.

Mas vejam que oportunidade PERDIDA!

Ao invés de partir para a ironia, poderia a empresa explicar, detalhadamente, as REAIS questões que podemos levantar lendo a nota de Renata e a respectiva resposta do blog:

– Se em 2005 a Petrobras já patrocinava os tais festejos naqueles estados, então governados pela oposição, quais os números detalhadamente? Quantas cidades, quais cidades, quais valores e através de que empresas ou ONG’s?

Aliás, lendo a nota novamente agora (a da Folha) e a respectiva resposta da Petrobras, um insight: Se as denúncias que correm são de que esses patrocínios muitas vezes são intermediados por ONG’s ligadas ao PT, então nada mais lógico que em 2006 os tais estados fossem governados pela oposição e hoje sejam pela situação. Sinal que a “ajudinha” da Petrobras surtiu efeito né?