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22/07/2009

Falcao meninos do trafico

Direto da gráfica do Senado: Falcão, meninos do tráfico de influência

(ler posts abaixo)

Se quiser comprar/ver o original, clique aqui no Submarino.

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O verde foi dar uma volta, por isso amarelou.

11/06/2009

 

logo petrobras amarelou CE

A Petrobras informou em seu blog, nesta quarta-feira, que, a partir de agora, passará a divulgar os questionamentos da imprensa e as respostas que deu a eles às 0h do dia previsto para a publicação da reportagem.

O blog, em que a empresa diz apresentar “dados recentes da Petrobras e o posicionamento da empresa sobre as questões relativas à (CPI)”, gerou polêmica ao divulgar, antecipadamente, respostas a perguntas que jornalistas encaminhavam à sua assessoria de imprensa para a produção de reportagens.

Texto do blog do Noblat

A maioria diz: "ó o auê aí ó!"

09/06/2009

Muita gente deve estar intrigada com a quantidade de comentários raivosos que chegam a esse blog. É realmente a maioria. Dos mais de cem comentários de ontem para hoje, deletei apenas dois, pois continham mais palavrões que texto. Aí não dá né? Deixem minha mãe fora disso, por favor…

O interessante é que no blog oficial da empresa Petrobrás isso também está acontecendo. Aqui eu libero, pois não tenho marca nem clientes a preservar. Para uma empresa penso eu ser diferente. Quantos consumidores, acionistas, empregados e fornecedores concordam com a palhaçada que virou o setor de comentários do blog oficial? Ataques à imprensa são rotina, e são ataques bem abaixo da linha da cintura. Partidos políticos da oposição são enxovalhados as pencas e pessoas estão sendo crucificadas abertamente.

Quanto a esse blog e a quantidade expressiva de comentários partidários e ofensivos que recebo, até tenho explicação: O WordPress fornece a indicação de quais locais (sites) o tráfego está vindo. Lendo a listagem vejo que, dos endereços que repercutiram esse espaço entre domingo e ontem, a maioria é de blogs ligados ao partido hoje no poder, o PT.

Eu nem sabia que existia um blog chamado Dilma13 hehehe.

Nesses lugares, sou chamado de falsário, tucanalha, demoníaco, antipatriota e por aí vai. E o povo vem em peso aqui destilar veneno.

Esclareço desde já que não pertenço a partido algum, e minha estratégia quando vou votar é escolher pela pessoa, não pelo partido. Claro que escolho primeiro o candidato ao cargo majoritário e depois sigo escolhendo os proporcionais que sejam do mesmo partido, pois não sou adepto do voto Frankenstein. Mas isso é só pela lógica, não por ter apreço a partido X ou Y.

Mas saindo dessa seara partidária e voltando ao assunto, posso concluir que temos três principais tipos de comentaristas: A manada petista/esquerdista, os nacionalistas puros e os sensatos.

A manada não tem jeito, pois nem lêem o que escrevo e entram apenas para espinafrar. São como torcedores fanáticos de time de futebol, movidos por paixão e ódio ou por interesses mais concretos mesmo, se é que me entendem.

Já os nacionalistas enxergam em qualquer ato de confronto à Petrobrás um ato contra a pátria, e parece ser formado por pessoas de mais idade – constato isso pelo estilo dos textos – talvez ainda contaminadas pelo ufanismo nacionalista dos anos militares.

Os sensatos são aqueles que lêem os posts, tem críticas e sugestões, às vezes mais críticas, mas é do jogo. Ao menos pensam, refletem, tiram conclusões em cima dos argumentos, e com argumentos fazem suas contraposições.

Tem também alguns puxa-sacos (agora é puxassaco?), mas esses são meus amigos, e entraram para dar uma forcinha, por isso relevem hehehe.

A todos, gostaria de dizer o seguinte: Sinceramente, para mim, tanto faz a Petrobrás ser estatal ou privada, pois de um jeito ou de outro ela é uma corporação. Como corporação, aliás, megacorporação, ela está apenas pensando em seu desenvolvimento. Ela é fria e calculista, e não há nada errado nisso. Toda corporação tende primeiro a atender seus interesses. Mesmo sendo estatal, ali dentro existe uma cultura corporativa muito peculiar.

Diferente do que se vê nos comerciais da TV, com operários sorridentes e lustrosos, na vida real cada funcionário é um universo em busca da sua ascensão profissional. Tem gente de todo tipo, desde os que se empenham e vestem a camisa até os picaretas que querem puxar o tapete do vizinho de baia. Vai do pesquisador genial ao diretor corrupto. E isso é em qualquer corporação, estatal ou privada. Mas entendam, mesmo com todos os defeitos, essas corporações servem ao desenvolvimento da nação, e de seus colaboradores diretos e indiretos. Traz lucros para os acionistas, divisas para o país, formam quadros superespecializados, realizam a vida profissional dos que ali trabalham, geram tecnologia. E repito, sejam empresas estatais ou privadas, o roteiro se repete.

A diferença talveZ esteja no grau de corrupção. Fosse privada, teria esquemas com os donos provisórios do poder (governo), sendo estatal também os tem, mas acho que em maior grau. Praticamente toda grande empresa tem que manter uma boa relação com o poder, e isso pode ser feito de maneira republicana ou não, dependendo da seriedade de cada país em regulamentar e fiscalizar essa situação. Posso provar alguma ilegalidade? Não, não posso. Mas a história das grandes corporações, disponível para quem quiser pesquisar, está cheia de exemplos.

Uma dica é assistir o documentário “The Corporation”, dos diretores Jennifer Abbott e Mark Achbar. Claro que ali também existe um viés próprio dos cineastas para ilustrar, ao gosto deles, o tema que propõem – uma estratégia de roteirização legítima. Mesmo assim, filtrando alguns penduricalhos ideológicos, mostra muita coisa concreta para pensar sobre o que são os grandes conglomerados empresariais.

Então amigos nacionalistas, se vocês forem visitar a SUA Petrobrás, lá na sede no Rio de Janeiro, não esperem ser acolhidos como os donos da bodega. Provavelmente vocês não passarão da portaria principal. Se insistir muito, é bem capaz de serem empurrados para a rua pelos seguranças. Também não esperem encontrar e dar abraços no presidente Sérgio Gabrielli, pois o mesmo se locomove de helicóptero ou de carro blindado com escolta. Não vai dar pra pegar autógrafo dele.

Mas quero deixar bem claro que esse espaço não segura a bandeira da privatização da Petrobras. Por mim, deixem do jeito que está, pois desde sua fundação em 1953 ela vem prestando bons serviços. Mas longe de ser exemplar, pois a gasolina batizada nunca esteve tão em voga, e a Petrobrás, através da sua subsidiária de distribuição que responde por 99% da gasolina vendida no país, tem alguma responsabilidade nessa história, deve satisfações. Mas uma Petrobras desnacionalizada não aceitaria nunca, pois como está no cabeçalho desse blog, ela é  (ou deveria ser) do Brasil.

Só gostaria que houvesse coragem de algum futuro governante para blindar a empresa de tanta influência política. Nada radical. Algo como criar uma norma de só convocar para cargos comissionados gente de dentro da própria empresa, gente concursada e com currículo adequado. E muita fiscalização, muuuiita fiscalização. Afinal, ali se falam em bilhões com a naturalidade que comentamos 10 reais.

Essa aposta de confronto da empresa brasileira Petrobras com a imprensa também brasileira é que demonstra pouca sensatez da direção. Parece um tudo ou nada diante da repercussão de negócios suspeitos ainda em investigação pela Polícia Federal, MPF e TCU. Os órgãos federais investigam, a imprensa noticia, é assim em qualquer democracia. A Petrobras deveria ficar calminha, sem chiliquinhos. Fica feio, Sr. Gabrielli, fazer pose de dona de butique chic.